Reforma política: coincidência de mandatos e o fim do marasmo da administração pública

Há poucos dias chegamos ao final das eleições de 2016, onde foram escolhidos prefeitos e vereadores. Foram cinco meses em que as atenções estiveram voltadas diretamente à este processo. Neste período perdurou o marasmo na administração pública em todas as esferas. A cada dois anos o país sofre com este mesmo processo.

As eleições no Brasil, conforme ocorrem atualmente, provocam uma paralisação na administração pública de pelos menos dez meses a cada quatro anos; cinco meses em cada processo. O brasileiro é quem mais sofre, já que isto afeta principalmente a área de programas e investimentos, já que a União, estados e municípios são impedidos de levar adiante processos fundamentais para o bom funcionamento da administração pública nacional.

No período, entre os meses de julho e novembro, o poder público, por exemplo, fica proibido de contratar e liberar recursos para novas ações. São obras que ficam paradas, investimentos que ficam impossibilitados de ir adiante. É inaceitável, que a cada dois anos, o país inteiro fique parado por cinco meses por causa de repetidos processos eleitorais.

Esse atual modelo de votação de alternância está exaurido. Trata-se de um tema que vai acalorar os debates da Comissão da Reforma Política. Com as discussões no Congresso Nacional, a possibilidade de uma coincidência de mandatos será um caminho importante para mudar a realidade desgastante dos períodos eleitorais. É preciso modificar o sistema de votação para que a população vá às urnas em um único período para eleger seus representantes, em todos os níveis.

Isso evitaria os gastos há muitos insuportáveis de duas eleições a cada dois anos. Com a coincidência das eleições teríamos, sem dúvidas, enorme economia de recursos financeiros. O Brasil já não suporta mais esse cenário eleitoral e a Comissão da Reforma Política tem papel fundamental para esse debate. Devemos ter a coragem de enfrentar as mazelas do processo político do nosso país que são de conhecimento de todos. Modificar as regras eleitorais é buscar novas alternativas diante da falência de um sistema que o brasileiro já não acredita mais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *